Saiba Tudo Sobre o Transplante de Córnea

A córnea é uma membrana fibrosa, como um tipo de tecido transparente, que está localizada na parte da frente do olho humano. Ela é muito fina, resistente, é responsável pela entrada de luz e também por algumas tarefas relacionadas ao foco da visão. 

É comum compararmos a estrutura com o vidro de um relógio. Imagine que esse vidro está embaçado. Mesmo com o relógio funcionando perfeitamente, não é possível ver as horas adequadamente. Quando isso acontece com a córnea, é preciso realizar um transplante. 

Como funciona o transplante de córnea? 

O transplante de córnea é um dos transplantes de órgãos mais realizados ao redor do mundo. Ele permite que pessoas que desenvolveram algum tipo de deficiência por conta de problemas nessa membrana possam enxergar.

Para a realização do procedimento, o médico responsável faz a aplicação de anestesia — geral ou local, de acordo com a decisão dele — e, em seguida, retira a córnea que está danificada. 

Depois, basta substituir por uma nova membrana, que é encaixada em seu devido local e costurada com um fio de nylon muito fino, especialmente desenvolvido para esse tipo de transplante. Hoje, já existem procedimentos mais modernos que não pedem a utilização de pontos. Porém, esse ainda não é o processo mais comum.

O transplante é relativamente simples e não costuma demorar mais do que uma hora para ser concluído.  

Quais são os cuidados pós-operatórios? 

Depois de realizado o transplante de córnea é preciso prestar atenção no pós-operatório. A visão demora algumas semanas para se restabelecer completamente, mas há nenhuma ou pouca dor ao longo do processo. 

As atividades do dia a dia, como escovar os dentes, pentear o cabelo, tomar banho e caminhar são permitidas. Apenas atividades físicas mais pesadas, como corrida, academia ou carregar peso, devem ser retomadas apenas dentro de algumas semanas. 

No caso de procedimentos com suturas, elas podem permanecer nos olhos por até um ano e, às vezes, são mantidas de maneira permanente. Não é preciso se preocupar, pois os pontos não causam desconforto. 

Lembre-se de que consultar-se com um médico oftalmologista é essencial e um exame de rotina deve ser feito anualmente. 

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