O Uso da Medicina Fetal Para Uma Gestação Tranquila

O Uso da Medicina Fetal Para Uma Gestação Tranquila

Você conhece a medicina fetal e sabe o que ela pode proporcionar em uma gravidez? O método utiliza da tecnologia para acompanhar detalhadamente a formação do feto, conseguindo averiguar se há algum problema ou anomalia na formação. É possível, até mesmo, realizar cirurgias ainda dentro da barriga. 

Veja mais sobre o assunto a seguir!

Medicina fetal: o que é exatamente?

A medicina fetal é uma subespecialidade da obstetrícia que avalia mais precisamente o desenvolvimento do feto. Ela utiliza de tecnologias mais aprimoradas para tal. 

O ultrassom é o principal instrumento de análise. Além das imagens avançadas por conta da tecnologia, mostrando mais precisamente o corpo do feto, há também uma nova sonda além da abdominal, que é a sonda transvaginal. Com ela, é possível ter imagens mais adequadas e nítidas do útero e do meio intrauterino.

Além disso, há exames que podem ser feitos no bebê ainda dentro da barriga, como a introdução de agulhas para colher material para amniocentese (estudo das células pela análise do líquido amniótico) para diagnóstico de síndromes, como a síndrome de Down. 

É possível, ainda, verificar se há ocorrência de má-formação, como problemas cardíacos, cerebrais, polidactilia (alteração na quantidade de dedos das mãos ou pés), lábio leporino, entre outras. Em muitos casos, a correção do problema é feita com o feto ainda na barriga. 

Quando fazer o acompanhando com a medicina fetal?

Antes de tudo, é importante lembrar que a medicina fetal e as ultrassonografias realizadas não excluem a necessidade de a mãe realizar o pré-natal. Sendo assim, ambos são importantes na gravidez. 

Geralmente, a medicina fetal é utilizada em gestações de risco. 

Em uma gravidez normal, comumente são realizadas três ultrassonografias. Porém, com o uso dessa nova especialidade, é comum o pedido de quatro sessões de ultrassom, de acordo com a recomendação médica. 

O primeiro exame deve ser realizado pela sétima ou oitava semana de gravidez por via transvaginal. Nessa fase, é possível enxergar o embrião e detectar seu batimento cardíaco. Ele é essencial para datar corretamente quando foi a gestação, verificando se a idade gestacional corresponde com o tamanho do bebê. 

Também já é possível identificar se a gravidez é tópica (se desenvolve dentro do útero) ou ectópica (saco gestacional está fora do útero, nas tubas uterinas). 

Já o segundo ultrassom (translucência nucal) é recomendado entre a 11ª e 14ª semana. Nele, é medida a normalidade de algumas estruturas fetais e a translucência nucal (que permitirá identificar o risco de ter alguma cromossomopatia). 

O terceiro, chamado de morfológico — único exame que pode ser feito em qualquer tipo de gravidez (normal ou de risco) —, é realizado entre a 18ª e 24ª semana, e já é possível visualizar o feto da cabeça aos pés e suas estruturas internas e externas. 

Aqui, a dopplerfluxometria das artérias uterinas é feita (artérias que levam sangue da mãe até a placenta) para quem tem risco ou tendência a desenvolver pré-eclâmpsia (aumento da pressão arterial específica na gravidez), hipertensão ou se há diminuição do crescimento do feto.

O comprimento do colo uterino também é averiguado para avaliar risco de parto prematuro. 

No terceiro trimestre (aproximadamente após a 34ª semana), outro ultrassom é feito para analisar novamente o crescimento fetal, verificando de novo as condições placentárias e a quantidade de líquido amniótico. 

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