HIV e AIDS: transmissão, sintomas e tratamento

Dezembro Vermelho: Mês de Prevenção da AIDS

 

A AIDS – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida é uma doença considerada um dos maiores problemas da atualidade por conta do seu caráter pandêmico e sua gravidade, tendo seu ápice nos anos 80, onde o diagnóstico positivo era quase uma sentença de morte.
A infecção se dá através do vírus HIV – Vírus da Imunodeficiência Humana, que pode levar à AIDS. Oposto de outros vírus, o organismo humano não consegue se livrar do HIV, o que significa que uma vez contaminado, o indivíduo viverá com o vírus em seu organismo para sempre. Porém, as pessoas que vivem com HIV ou com AIDS podem usufruir de todos os seus direitos, incluindo educação, emprego, acesso à saúde gratuitamente e direitos sexuais e reprodutivos.
 
Como o vírus age no organismo humano?
De acordo o médico infectologista do Hospital Samel, Dr. Noaldo Lucena, o vírus HIV age no organismo atacando as células do sistema imunológico, destruindo os glóbulos brancos, chamados linfócitos T CD4+. A ausência desses linfócitos reduz a capacidade do organismo de se defender de doenças oportunistas, causadas por micro-organismos que não são capazes de desencadear danos nos indivíduos com sistema imune normal.
Transmissão 
A transmissão do HIV se dá por meio da troca de fluidos corporais, como o sangue, sêmen, secreções vaginais e leite materno e não ocorre através de interações comuns do dia a dia, como abraço, beijo, compartilhamento de utensílios e alimentos. “É muito importante sabermos disso para conscientização da população para que consigamos acabar com estigmas associados aos portadores do vírus HIV e com a discriminação”, ressalta o infectologista do Hospital Samel.
Assim se pega HIV/AIDS: Sexo vaginal, oral e anal sem camisinha; uso de seringa por mais de uma semana; transfusão de sangue contaminado; da mãe infectada para o filho durante a gravidez, no parto e amamentação; instrumentos perfuro cortantes não esterilizados.
Assim não se pega HIV/AIDS: Sexo vaginal, oral e anal com camisinha; beijo no rosto ou na boca; suor e lágrima; picada de inseto; aperto de mão e abraço; compartilhamento de sabonete, toalha e lençóis; compartilhamento de talheres, pratos e copos; assento de ônibus; piscina; banheiro; doação de sangue.
Como identificar?
Estudos confirmam que após o contágio pelo vírus HIV, os sintomas da AIDS podem demorar até 10 anos para se manifestar no organismo, por isso, a pessoa pode ter o vírus, mas, não a AIDS ainda em seu corpo.
Os principais sintomas observáveis são parecidos com os de uma gripe comum, como mal-estar e febre. Devido a isso, grande parte dos casos passa despercebido.
Fase sintomática inicial da AIDS: candidíase oral, sensação constante de cansaço, aparecimento de gânglios nas axilas, virilhas e pescoço, diarreia, febre, fraqueza orgânica, transpirações noturnas e perda de peso superior a 10%.
Infecção aguda da AIDS: sintomas de infecção viral como febre, afecções dos gânglios linfáticos, faringite, dores musculares e nas articulações; ínguas e manchas na pele que desaparecem após alguns dias; feridas na área da boca, esôfago e órgãos genitais; falta de apetite; estado de prostração; dores de cabeça; sensibilidade à luz; perda de peso; náuseas e vômitos.
Diagnóstico
O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue ou por fluido oral. “No Brasil, temos os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em cerca de 30 minutos. Esses testes são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) ”, informa o Dr. Noaldo.
 
Tratamento
A infeção pelo HIV ainda não tem cura, porém, pode ser tratada, o que evita que a pessoa chegue ao estágio mais avançado da presença do vírus no organismo, chamado de fato AIDS.
Os portadores do HIV dispõem de tratamento oferecido gratuitamente pelo Governo, onde o paciente terá acesso ao tratamento antirretroviral, cujos medicamentos possibilitam maior qualidade de vida, agindo na redução da carga viral e a reconstituição do sistema imunológico.