Gravidez Ectópica: Tudo Sobre o Problema que Afeta 1% das Gestações no Brasil

Gravidez Ectópica: Tudo Sobre o Problema que Afeta 1% das Gestações no Brasil

A gravidez ectópica é caracterizada por um óvulo fecundado que se alojou em algum lugar fora do útero. Nesse caso, geralmente o óvulo se instala nas tubas uterinas. No Brasil, cerca de 1% das gravidezes são ectópicas e, dentro delas, 95% acontece nas tubas. O restante pode acontecer nos ovários ou no colo do útero, por exemplo.

Esse tipo de gestação não pode seguir em frente. Os danos para a mulher podem ser muito altos, podendo chegar até a morte. As chances de um aborto espontâneo acontecer também são grandes. Quando o corpo nota que não consegue gerar o embrião naquele local acaba o expulsando. Caso contrário, será preciso realizar um procedimento para a retirada.

O que causa a gravidez ectópica?

Não se sabe exatamente o que pode causar uma gravidez ectópica. O que se sabe no entanto é que, no caso de uma gravidez tubária, lesões nas tubas que dificultam a passagem do óvulo até o útero podem ser um fator determinante.

Qualquer mulher sexualmente ativa pode correr o risco de desenvolver esse tipo de gestação.

Sintomas

Os sintomas iniciais são iguais aos de uma gravidez comum. É apenas entre a 6ª e a 8ª semanas que aparecem os sintomas específicos.
hemorragia vaginal;
dor abdominal ou pélvica;
desmaios ou perda da consciência.

Se a tuba chegar ao nível de se romper, também pode acontecer uma hemorragia interna.

Diagnóstico

É preciso realizar exames para ter a certeza  de um diagnóstico de gravidez ectópica. Primeiramente, um Beta HCG (exame de sangue para identificar gravidez) positivo, porém com níveis muito mais baixos que o normal é um grande indicador. Após é necessário confirmar através de um exame pélvico, uma ultrassonografia transvaginal e, outra opção em último caso, uma laparoscopia exploratória.

Tratamento

O tratamento ideal vai depender de quantas semanas de gestação já se completaram. No início, é possível tratar apenas com medicamento intravenoso em dose única, que vai inibir o desenvolvimento do embrião.

Já para uma gravidez mais avançada, a laparoscopia é o ideal. Em situações de emergência pode ser que uma cirurgia aberta seja o mais indicado.

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