Coronavírus: OMS declara pandemia. Saiba o que isso significa

Artigo atualizado em 17 de Março de 2020

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou, nesta quarta-feira (11), a pandemia do coronavírus. A doença Covid-19, causada pelo coronavírus do tipo Sars-Cov-2, deve aumentar nos próximos dias e semanas. 

O órgão se baseou nos números de pacientes infectados, mortes e países atingidos para fazer a declaração. Os dados atuais, até hoje (17), são de 173.344 mil casos em 152 países e 5.735 mortes causadas pela doença. 

O novo vírus foi descoberto no final de 2019 após o registro de casos na China. O Covid-19 é um novo agente do coronavírus e vem se espalhando rapidamente, chegando a vários países do mundo. No Brasil, os últimos dados mostram mais de 200 casos confirmados, sendo 2 em Manaus. 

Como uma forma de prevenção e informação, a Samel elaborou um artigo para tirar suas dúvidas sobre o vírus mais falado do mundo, atualmente. Veja abaixo as últimas informações do Ministério da Saúde sobre o assunto. 

 

Coronavírus no Brasil: últimas atualizações

Nesta terça-feira (17), o Brasil teve o primeiro caso de morte pelo coronavírus confirmado. Um homem de 62 anos, com diabetes, teve o óbito confirmado pelo governo estadual de São Paulo. Até o momento, temos no Brasil 234 casos, sendo a maioria (152) em São Paulo. Entretanto, as secretarias de saúde do país contabilizam 301 casos. 

Em Manaus, as últimas informações da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), sobre a mulher que testou positivo para o coronavírus no Amazonas, é que ela está recuperada e já saiu do período de transmissibilidade da doença. 

Um segundo caso foi confirmado na tarde desta terça (17). O vice-reitor e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Jacob Cohen testou positivo para o Covid-19 após uma viagem a São Paulo. Por apresentar a forma mais branda da doença, ele está em isolamento domiciliar. 

No panorama global, a China continua como o país com mais casos, com cerca de 82 mil, seguida da Itália com quase 28 mil quadros confirmados. 

A pandemia está ditando novos estilos de vida para as populações de todo o mundo. Agora, é preciso redobrar a atenção aos cuidados de higiene básica, como lavar as mãos e cobrir o nariz e boca com lenço, ao tossir ou espirrar. 

As pessoas estão entrando em períodos de quarentena, para evitar espaços de aglomerações. Trabalho home office ou escalas intercaladas são medidas ideais para controlar o fluxo de pessoas em ambientes laborais. 

Leia o artigo completo para saber como identificar os sintomas e como se prevenir. 

 

Qual a diferença entre pandemia e epidemia?

O termo pandemia refere-se a quando uma doença se espalha por uma grande quantidade de regiões no mundo. Ou seja, ela está presente em grande área geográfica. Um exemplo de pandemia ocorreu em 2009, quando o H1N1 atingiu cerca de 120 territórios em oito semanas. 

Já o termo epidemia, ocorre quando há o aumento no número de casos de uma doença em uma região, excedendo a expectativa para aquele período do ano. A epidemia pode ocorrer a nível local, estadual ou nacional, quando vários estados apresentam aumento no número da doença. 

De acordo com a OMS, o termo pandemia não deve ser mal utilizado para alarmar a população a desistir das formas de prevenção. A orientação é que os governos continuem mantendo suas medidas com o foco na contenção da circulação do vírus. 

 

O que é coronavírus? 

O coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez na medicina em 1937. Entretanto, foi somente em 1965, que o vírus foi descrito como “coronavírus”, uma vez que seu perfil microscópio é similar a uma coroa. 

O novo agente do vírus foi descoberto no dia 31 de Dezembro de 2019, após casos registrados na China. Segundo o Ministério da Saúde, a maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida. Os mais comuns que atingem os humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

 

Quais os sintomas? 

O coronavírus pode causar sintomas desde um resfriado a levar o indivíduo a óbito. Ele pode ser identificado pelos seguintes sinais:

  • Febre;
  • Tosse seca; 
  • Falta de ar;
  • Dificuldade de respirar.

Em casos mais graves, pode causar pneumonia, síndrome respiratória aguda grave e insuficiência renal. 

 

Como ocorre a transmissão do coronavírus?

Ainda há muitos estudos em desenvolvimento para descobrir maiores informações, mas o que se sabe é que a contaminação por gotículas respiratórias ou contato está acontecendo. Qualquer pessoa que tenha contato próximo com um indivíduo com sintomas respiratórios pode estar em risco de ser exposta a contaminação.

Por outro lado, a transmissão do coronavírus é menos intensa que do vírus da gripe. Seu período de incubação é de cinco dias, com intervalos que chegam a 12 dias, quando os primeiros sintomas começam a aparecer. 

 

Como prevenir?

Para se prevenir do coronavírus é preciso adotar hábitos de higiene e redobrar a atenção ao frequentar lugares públicos. O Ministério da Saúde listou as seguintes medidas

  • Lavar as mãos com água e sabão;
  • Utilizar álcool em gel para higienizar as mãos;
  • Cobrir a boca ao espirrar ou tossir;
  • Evitar aglomerações;
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e próximo a boca com as mãos não lavadas;
  • Manter os ambientes internos bem ventilados;
  • Limpar objetos pessoais com frequência e não compartilhá-los. 

 

Qual o tratamento para o coronavírus?

Não há tratamento específico para o coronavírus humano. O indicado é que a pessoa infectada repouse e consuma bastante água. Algumas medidas podem ser tomadas para o alívio de sintomas, como o uso de medicamentos para dor e febre e o uso de umidificador para aliviar a dor de garganta ou tosse.  

Os pacientes que recebem alta durante os primeiros sete dias do início do quadro, devem ser alertados sobre possíveis piora tardia e complicações, como febre (ou reaparecimento de febre), taquicardia, dor no peito, cansaço e falta de ar. 

 

O que fazer se estou com suspeita da doença?

O diagnóstico é feito após testes respiratórios e/ou sanguíneos para descartar a suspeita de outras infecções respiratórias. Os casos graves devem ser encaminhados para um hospital de referência para isolamento e tratamento do paciente. Quadros leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e medidas de precaução domiciliar devem ser instituídas. Não há a necessidade de procurar hospitais na fase mais branda da doença. O paciente deve ficar em isolamento domiciliar para recuperação.  

O atendimento médico de imediato só deve ser realizado em quadros mais graves da doença. Entenda mais abaixo.  

 

Devo ir direto ao hospital? 

Especialistas de saúde não recomendam que as pessoas frequentem hospitais nesse momento, pois podem estar colocando a si mesmos em risco. O ideal é procurar ajuda médica quando sentir os sintomas de maneira mais intensa, como cansaço, dificuldade de respirar e, em casos de idosos, confusão mental. 

É preciso, ainda, entender a diferença entre resfriado, gripe e coronavírus para não ficar com a preocupação exagerado. Espirros e coriza, por exemplo, são características de resfriado e não fazem parte dos sintomas do coronavírus. 

Febre nos primeiros dias de uma gripe também é comum. O importante é observar se a temperatura se mantém acima de 37,8ºC para procurar ajuda médica. Mal-estar generalizado e dores musculares também não fazem parte dos sintomas comuns da Covid-19. Ainda que eles possam vir fazer parte da doença, eles não são frequentes. 

Cerca 85% dos casos de coronavírus não precisam de internação, sendo estabilizados com isolamento familiar. Em casos de sintomas respiratórios recorrentes, busque atendimento médico para uma avaliação apurada. Casos graves como desidratação, falta de ar e febre alta podem procurar diretamente um pronto-socorro.

Testes para o Covid-19 só estão sendo liberados para pessoas que estiveram em viagem internacional nos últimos 14 dias ou em contato com pessoas que vieram de fora. Ir direto a um hospital pode sobrecarregar os serviços de forma desnecessária, alarmar a população e dificultar o atendimento ágil de pessoas que fazem parte do grupo de risco, como idosos e doentes crônicos.

 

Coronavírus no Brasil: medidas do Ministério da Saúde

O Brasil tem, até agora, em março de 2020, 234 casos confirmados de coronavírus.

O primeiro quadro havia sido confirmado em São Paulo, quando um homem de 61 anos desembarcou no país chegando da Itália, país com aumento expressivo de casos da doença. Duas ocorrências foram confirmadas na Região Norte, na cidade de Manaus. 

O primeiro, advindo de uma mulher que estava em viagem internacional, já se encontra recuperado e fora do período de transmissibilidade da doença. A paciente está em isolamento domiciliar. 

O segundo caso foi confirmado hoje (17) e atingiu o vice-reitor da Ufam e professor Jacob Cohen, que acaba de retornar de uma viagem a São Paulo. Ele apresenta quadro brando da doença e se encontra em quarentena domiciliar. 

O Ministério da Saúde está em constante monitoramento da doença no Brasil e se preparando para adotar estratégias de contenção da doença. O órgão está autorizado a adotar medidas de contratação emergencial de especialistas e acionar uma força tarefa pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A disseminação de informações de prevenção é a medida mais aplicada por enquanto. 

As unidades básicas já contam com protocolo atualizado para o atendimento e possuem salas especiais para a triagem. Os casos suspeitos devem ser encaminhados para hospitais referências nos estados e que possuem leitos para cuidados intensivos, se necessário. 

Em Manaus, o hospital de referência da cidade para o isolamento e tratamento do coronavírus é o Delphina Aziz, localizado na avenida Torquato Tapajós, zona norte.

 

Cuidado com as fake news do coronavírus!

É muito comum pessoas se aproveitarem de situações de grande atenção para espalhar notícias falsas (fake news). Esse tipo de atitude acaba gerando desinformação e prejudicando as formas de prevenção da doença. 

Por isso, procure informações apenas de fontes confiáveis como o Ministério da Saúde e hospitais de referência, como a Samel, para saber a atual situação do coronavírus no Brasil. Veja abaixo algumas fakes news relacionadas ao coronavírus para você passar longe!

  1. É possível exterminar a doença com chás naturais;
  2. Tomar uma superdose de vitamina D evita o coronavírus;
  3. Já ter pego gripe protege a infecção do coronavírus;
  4. O vírus pode ser tratado com remédios para HIV, influenza ou antibióticos;
  5. As mercadorias compradas na China podem vir contaminadas;
  6. Há remédios que curam o coronavírus;
  7. Médicos tailandeses curam o coronavírus em 48h.

 

O Ministério da Saúde afirma: até o momento, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus. Não caia nas notícias falsas! 

Este conteúdo foi útil para você? A Samel procura passar informações de qualidade para que você saiba mais sobre como cuidar da sua saúde. Acompanhe nossas redes sociais no Facebook e Instagram para saber quando novos conteúdos são publicados. Aproveite e continue sua leitura com: 5 Práticas que Melhoram seu Sistema Imunológico e Você Não Sabia.