Apendicite: a importância do diagnóstico precoce

Certamente, você conhece ou já ouviu falar do caso de um amigo, conhecido ou familiar que precisou ser submetido a uma cirurgia de emergência depois de sentir fortes dores abdominais para tratar uma apendicite.

O problema, apesar de comum, pode evoluir para um quadro grave e requerer um atendimento emergencial. Por isso, é essencial conhecer os sintomas e fazer o diagnóstico precoce é de extrema importância para garantir a segurança do paciente.

O que é apendicite?

Para que possamos entender o que é a apendicite, precisamos entender, primeiramente, o que é o apêndice.

O apêndice é um pequeno órgão (5 a 10 cm de comprimento) com formato cilíndrico localizado no lado inferior direito do abdômen, que se comunica com a primeira porção do intestino grosso, como uma via sem saída.

Sua função é controversa, sendo parte do sistema de defesa do organismo contra infecções, entretanto, sua utilidade não chega a ser significativa.

E quando ocorre a apendicite?

A apendicite ocorre quando há uma inflamação do apêndice, causada, geralmente, pela retenção de gordura ou restos fecais, ou ainda como resultado de infecções gastrointestinais de origem viral ou bacteriana.

Nesses casos, há uma proliferação excessiva das bactérias naturais do órgão, ocasionando dor abdominal e inchaço.

Geralmente, a doença é considerada um quadro emergencial que necessita de intervenção cirúrgica que, se não tratada a tempo, existe o risco de rompimento do apêndice, o que pode levar a uma infecção generalizada.

Quais os sintomas?

A inflamação do apêndice tende a ser rápido e dura, em média, de 12 a 18 horas e as primeiras sensações surgem ao redor do umbigo, entretanto, é muito comum que a dor irradie para o lado inferior direito do abdômen.

É preciso estar atendo à dor, principalmente se ela começa leve e vai se concentrando na parte inferior direito do abdômen com o passar das horas.

Outros sintomas, além da dor intensa, são:

  • Enjoo;
  • Perda de apetite;
  • Calafrios;
  • Febre;
  • Apatia;
  • Distensão e rigidez abdominal;
  • Diarreia.

Em muitos casos, principalmente em bebês e crianças, a dor pode ser generalizada, ao invés de estar localizada apenas na região inferior direita do abdômen.

Se o apêndice se romper, a dor pode reduzir por algumas horas. Porém, ocorre a peritonite, e a febre e a dor podem se tornar intensas.

Diagnóstico

Ao sentir os sintomas, é muito importante buscar atendimento médico de urgência para que o problema seja tratado precocemente e, assim, evitar complicações.

Já no hospital, o médico examinará a região mais baixa e à direta do abdômen. Se o paciente sentir uma dor intensa durante o exame, é prenúncio da presença de uma inflamação no local.

Além do exame físico, o especialista solicitará exames clínicos para confirmar o diagnóstico.

Como prevenir?

A apendicite é uma doença associada ao funcionamento do intestino, portanto, uma dieta rica em fibras, com verduras e frutas pode reduzir o tempo de trânsito intestinal das fezes, diminuindo o risco de estacionarem no apêndice.

Entretanto, ainda não se fala em medidas 100% eficazes que visem a prevenção.

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